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Anvisa explica motivos de não aprovação da vacina Sputnik V

Por Redação em 11/05/2021 às 16:05:30

Em depoimento à Comiss√£o Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia nesta ter√ßa-feira, 11, o diretor-presidente da Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa), Antonio Barra Torres, disse que, de 58 países listados pela Rússia como utilizadores da Sputnik V, 24 n√£o adotavam o vacina à época da an√°lise do pedido de uso emergencial do imunizante, em 26 de abril, pela ag√™ncia brasileira.

Aos senadores, Barra Torres explicou, que dos países que aprovaram o uso do produto, com exce√ß√£o de México e Argentina, nenhum outro tem órg√£os sanit√°rios nos moldes da Anvisa. O diretor-presidente ressaltou que a Sputnik V foi a primeira vacina aprovada no mundo, por seu país de origem, sem a apresenta√ß√£o de estudos clínicos de Fase 3, última etapa necess√°ria para o pedido de registro. Segundo ele, documentos publicit√°rios do imunizante davam conta de que o Brasil estava entre os países na última fase de estudos quando sequer estavam sendo feitos testes no país.

Especificamente sobre a situa√ß√£o atual do processo para aprova√ß√£o da Sputnik V, Barra Torres explicou que o pedido de autoriza√ß√£o da vacina est√° parado na Anvisa, aguardando informa√ß√Ķes da Uni√£o Química. Apesar das observa√ß√Ķes, ele pediu que, caso o imunizante seja aprovado, a popula√ß√£o n√£o desconfie da seguran√ßa. "N√£o pegamos vacina e colocamos no microscópio. A an√°lise é feita a partir dos documentos apresentados", disse. "O que conclamo àqueles que nos assistem é que, t√£o logo essa situa√ß√£o seja resolvida – e esperamos que seja resolvida –, n√£o se credite a essa marca, a esse nome, a essa vacina [Sputnik V] nenhuma característica ruim", completou.

Antonio Barra Torres justificou que a última negativa do pedido de autoriza√ß√£o excepcional para a importa√ß√£o do imunizante russo se deu, entre outros pontos, ao fato de a Anvisa n√£o ter recebido um relatório técnico capaz de comprovar que a Sputnik V atende a padr√Ķes de qualidade e que o adenovírus usado para carregar o material genético do coronavírus é capaz de se reproduzir. O Fundo Soberano Russo, respons√°vel pela Sputnik V, enviou à Anvisa documento em que nega a presen√ßa de adenovírus replicante em amostras da vacina. Apesar disso, Barra Torres disse que o documento "afirma, mas n√£o comprova" a alega√ß√£o.

O diretor-presidente disse que n√£o conhece representante diplom√°tico dos Estados Unidos. Também negou que o Ministério da Saúde esteja trabalhando ou interferindo no processo de an√°lise de autoriza√ß√£o da Sputnik V.

Ao responder sobre judicializa√ß√£o da pandemia, Torres afirmou que, no caso da aprova√ß√£o de vacinas, a an√°lise deve ser científica. "Na quest√£o dos prazos, ela [a Justi√ßa] gera a situa√ß√£o de que a an√°lise científica [das vacinas] tem de ser feita num determinado prazo temporal. Somos legalistas, cumprimos o que a lei determina", disse. Por outro lado, o diretor-presidente avaliou que em casos de constata√ß√£o de que h√° histórico de deslizes, de condutas inadequadas de uma ag√™ncia reguladora, a a√ß√£o judicial é positiva para corrigir distor√ß√Ķes.


Fonte: Rep√≥rter Cear√° com informa√ß√Ķes da Ag√™ncia Brasil (Foto: Edilson Rodrigues/Ag√™ncia Senado)

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