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Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra a covid-19

Por Redação em 13/05/2021 às 17:25:27

A Diretoria Colegiada da Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) aprovou hoje, 13, o uso em car√°ter emergencial de um novo coquetel de anticorpos para o tratamento de pacientes com covid-19. A √°rea técnica e os diretores avaliaram que o uso combinado dos medicamentos Banlanivimabe e Etesevimabe, da empresa Eli Lilly do Brasil, para casos em est√°gios iniciais traz benefícios, ainda que permane√ßam algumas incertezas.

Os anticorpos objetivam neutralizar o vírus antes que ele entre na célula. Conforme an√°lise dos técnicos da ag√™ncia, eles t√™m potencial de efic√°cia maior quando empregados conjuntamente do que no uso individual.

De acordo com as equipes de an√°lise da ag√™ncia, quando utilizados juntos, os dois medicamentos podem reduzir em até 70% a incid√™ncia da covid-19. Tal efic√°cia se daria em pacientes que ainda n√£o tenham evoluído para quadro grave e tenham alto risco de progress√£o.

O termo "alto risco" envolve pessoas com condi√ß√Ķes de saúde como idade avan√ßada, obesidade, doen√ßa cardiovascular, diabetes mellitus tipos 1 e 2, doen√ßa pulmonar crônica, doen√ßa renal crônica, doen√ßa hep√°tica crônica ou imunossuprimidos.

A orienta√ß√£o é que a aplica√ß√£o seja feita em hospitais, em raz√£o da estrutura disponível e dos profissionais que realizam o procedimento. A Anvisa n√£o indicou o uso em pacientes com quadros graves, situa√ß√Ķes em que o coquetel pode agravar o problema. Os remédios n√£o poder√£o ser comercializados.

O uso emergencial foi autorizado por 12 meses. O tempo de espera para uso do coquetel, após aberto, n√£o pode ser superior a 24 horas em ambiente refrigerado e sete horas em temperatura ambiente.

"Durante a emerg√™ncia de saúde pública, a autoriza√ß√£o emergencial é instrumento regulatório para fomentar tempestivamente op√ß√Ķes terap√™uticas mesmo em face de um produto em desenvolvimento clínico", declarou a diretora Meiruze Freitas.

"A partir dos dados apresentados, os benefícios conhecidos e potenciais dos medicamentos quando utilizados em uso emergencial superam os seus riscos", complementou o também diretor Alex Campos.

Incertezas

A indica√ß√£o é que o coquetel seja aplicado a adultos. No caso de adolescentes, n√£o houve comprova√ß√£o de efic√°cia nos ensaios clínicos. A equipe técnica da Anvisa também apontou o que chama de "incertezas", ou pontos n√£o comprovados pelos documentos enviados pelo fabricante. Os técnicos defenderam a continuidade do monitoramento do uso do grupo de medicamentos para avaliar seus efeitos.

Entre as incertezas est√° a falta de a√ß√£o contra a variante P1, existente no território brasileiro. "Isso gerou muita discuss√£o na √°rea porque a gente sabe que é uma variante significativa na nossa realidade. Muitas vezes o diagnóstico e teste para identificar a variante é mais limitado. Como essa associa√ß√£o de anticorpo mostrou resultados favor√°veis, h√° incerteza de efic√°cia contra variante, mas ainda assim tem benefício plausível", analisou o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes.

Este ponto foi considerado pelos diretores. "Ainda que haja pontos que n√£o podem ser respondidos em sua totalidade, como a comprova√ß√£o de efic√°cia clínica do produto contra a variante P1, é indiscutível o impacto que um medicamento que impede a progress√£o da doen√ßa pode trazer aos servi√ßos de saúde", concluiu a diretora Cristine Jourdan.


Fonte: Repórter Ceará - Agência Brasil

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